A importância do mercado segurador em momentos de crise

Nós da Protege Seguros, há 30 anos prestando serviço á sociedade, sempre buscamos desempenhar com responsabilidade social nossa missão e, ao longo destes anos, devolvemos a sociedade em forma de indenização em média três milhões por ano.

 

A história mostra que em momentos de crise o papel do mercado segurador é por demais importante e somente ele permite a perenidade da sociedade, por possuir reservas financeiras para atravessar as crises.

O seguro moderno, este da forma que o conhecemos, surgiu após o grande incêndio de Londres de 1666, onde milhares de imóveis foram consumidos pelo fogo durante cinco dias ininterruptos, sendo necessários cerca de 50 anos para sua completa reconstrução.

Já o seguro de veículos surgiu após o aumento na quantidade de veículos nas estreitas vias e da relação “condutor x pedestre” no início do século XX.

Em diversas crises que o mundo atravessou, dentre elas as guerras, notadamente a segunda grande guerra, tivemos a atuação rápida, precisa e salvadora das instituições seguradoras para manutenção da perenidade das sociedades.

Em todos estes eventos, se visualizou uma necessidade de proteger os bens materiais e, principalmente, a vida.

O mercado segurador, baseando-se no princípio da solidariedade, entre outros, possui uma função social muito importante que é a de proteger a sociedade com relação a seus bens e, num segundo momento, evitar que sonhos se desfaçam.

No Brasil presenciamos, a cerca de 30 anos, uma atitude importantíssima do mercado segurador, que após a primeira ocorrência de alagamentos devido à impermeabilização do solo nos grandes centros, tivemos centenas de prédios no Rio de Janeiro com milhares de veículos com perda total.

Na ocasião esta cobertura era risco excluído de todos os contratos de todas as seguradoras, porém, elas se reuniram e incluíram em seus contratos a cobertura para alagamento de veículos e ainda pagaram todas as indenizações mesmo sem cobertura prevista.

 

Para tanto, como já era de se esperar e com a sensibilidade que o cenário atual requer, boa parte das companhias seguradoras já estão desconsiderando cláusulas de exclusão de cobertura nos seguros de vida referente a epidemias e pandemias num gesto ímpar em prol da sociedade, de sabedoria e humanidade, além de um movimento comercial preciso.

No dia 24 de março a Liberty Seguros foi a primeira a se manifestar com o posicionamento solidário ao cenário atual, incluindo cobertura para mortes decorrentes do Coronavírus em todos os seus contratos vigentes e a serem celebrados, e o mesmo deve ocorrer com as demais congêneres.

Acredito estamos iniciando um novo tempo onde os valores materiais e, principalmente, os imateriais passam a ser foco no que tange a sua efetiva proteção através do seguro.

Toda crise gera reações, mas crises como a que está ocorrendo agora geram mudanças de comportamento e reavaliações de princípios e valores.

A COVID-19 trouxe ao mundo uma maior consciência sobre o dever de cuidado, a atenção aos detalhes em prol da coletividade e a obediência das normas para o bem comum.

Isso tudo se traduz, pelo menos em parte, na evolução do modelo mental da sociedade.

Com uma maior consciência por parte de nossa população em relação aos nossos bens imateriais, cabe a nós do mercado segurador adequar ou inovar produtos, mas, sobretudo, divulgarmos diariamente e ostensivamente em toda nossa rede de relacionamento a importância dos seguros patrimoniais, mas principalmente na importância do seguro vida, pois é este que protege a maquina mais criativa e importante de nossa vida, o ser humano. Pois é ele que cria, administra e gera todas as riquezas existentes no mundo.

Mais do que nunca vale a frase atualíssima do grande líder mundial na Segunda Guerra, que após a vitoria dos aliados frente aos Nazistas, deparando com grande parte da Europa destruída durante a guerra, vendo as seguradoras reconstruírem todos os países para que retomassem suas atividades , declarou a mais clara das verdades:

“Se me fosse possível escreveria a palavra SEGURO no umbral de cada porta, na frente de cada homem, tão convencido estou de que o seguro pode, mediante um desembolso módico, livrar as famílias de catástrofes irreparáveis.”

Winston Churchill.


 

Agostinho Miranda Junior
Corretor de Seguros e Advogado

SUSEP 100 10378
OAB MG 65 504