Um mundo sem seguros

Historiadores veem no seguro a peça chave que explica a grandeza e bonança dos dois últimos séculos. A não existência das seguradoras levaria o mundo ao que os historiadores chamam de terceira idade média.

As seguradoras não são meras empresas que geram empregos, elas cumprem uma grande função econômica, mas sobre tudo uma função social, permitindo que um mundo incerto pudesse continuar existindo após duas grandes guerras no século passado.

Hoje sabemos que sua existência esta intrinsecamente vinculada ao crescimento do século XX. os seguros estiveram na base da riqueza e da prosperidade ocidental dos dois últimos séculos.

A existência dos seguros tem permitido ao longo dos anos que os cidadãos possam arriscar investir e acreditar em um futuro seguro. Sem eles não há confiança, e sem confiança não há futuro.

Não se pode prever a extensão dos prejuízos e o pesadelo que seria para o mundo empresarial em um mundo sem seguros. Sem a garantia dos mesmos, não se poderia segurar as atividades produtivas mais elementares, onde os empresários não teriam condição de assumir riscos nas atividades produtivas.

Dentre eles:

O setor de transportes seria bruscamente impactado, pois as empresas não teriam condição de correr risco na entrega de mercadorias sem a proteção;

A indústria seria afetada, pois o investidor não poderia arriscar na fabricação de produtos correndo riscos patrimoniais como incêndio e principalmente de ter que indenizar um trabalhador devido a acidente.

Atividades elementares e básicas, consideradas normais, se converteriam em excepcionais, pois o cotidiano se transformaria em risco sem qualquer proteção, e com isto as empresas reduziriam suas atividades e produção.

A extinção das sociedades seguradoras, segundo historiadores, levaria queda do PIB em torno de 10 % a cada ano, danificando severamente a economia e como Adam Smith, “A riqueza das nações”. Muitas pessoas deixariam de viajar, comprar veículos, casas, construir, impactando o PIB.

Já outras pessoas arriscariam a manter a atividade produtiva e de consumo, mas após um acidente com seu veículo, um incêndio ou alagamento em sua casa ou empresa, não só perderiam tudo, como ficariam endividadas com os bancos pelo resto de suas vidas, pois não teriam como reconstruir seu patrimônio e manter sua atividade produtiva.

A maior e mais negativa consequência decorrente da inexistência do segmento de seguros, seria a composição e distribuição das classes sociais, pois a classe média desapareceria e a sociedade se polarizaria, por um lado uma classe muito rica que concentraria 90 % da riqueza e por outro lado uma classe que viveria na miséria, onde caminharíamos para Terceira idade média.

O estouro e o caos definitivo para as nações seriam no segmento da saúde, pois não podendo mais contar com os seguros de saúde, passariam a depender somente das receitas do Estado, porém, com a diminuição do PIB se reduziria as receitas da Fazenda e das previdências sociais que não teriam mais como dar cobertura a toda população sem os contratos privados de seguros.

Por fim, viveríamos em um mundo em que teríamos que nos habituar de que nada pudesse ser segurado e sem segurança não há futuro, porque a confiança esta na base da ação humana e no desenvolvimento da humanidade.

Hoje sabemos que os seguros são o elemento chave da liberdade, da igualdade social e da confiança entre as pessoas.

 

Um mundo em que os seguros não existem.

Por que esses contratos garantem a segurança da sociedade.


Agostinho Miranda Junior

Advogado e Corretor De Seguros

SUSEP 10 0079723

OAB 65.504